segunda-feira, 7 de maio de 2012

Você tem dificuldades para descartar o seu lixo eletrônico?

 

Lixo eletrônico descartado de maneira irregular causa impactos ao meio ambiente

O avanço da tecnologia faz com que milhares de novos produtos cheguem nas prateleiras das lojas todos os dias. Com a renovação constante dos produtos eletrônicos, na maioria das vezes, a vida útil de um aparelho é reduzida ainda mais, deixando de ser usado até dar um defeito ou deixar de funcionar, para ser descartado quando um mais novo e com um atrativo diferente for lançado.

Além disso, são muitas as dúvidas na hora de descartar o produto que não tem mais utilidade, os que ainda estão em bom funcionamento, podem ser revendidos. Porém, os que já saíram de linha ou que não funcionam mais ficam esquecidos em gavetas e armários, ou pior, são jogados no lixo comum, contaminando o solo e a água.

De acordo com relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), divulgado em 2010, o País ocupa a liderança entre as nações emergentes na geração de lixo eletrônico per capita, isto é, por habitante, a cada ano. O relatório aponta que o lixo eletrônico descartado por pessoa, no Brasil, equivale a 0,5 quilo por ano. Em contrapartida, na China, que tem uma população muito maior, a taxa de lixo eletrônico por pessoa é 0,23 quilo e, na Índia, ainda mais baixa (0,1 quilo).

No entanto, o número fornecido pela Pnuma é contestado pelo governo brasileiro, que afirma que a Organização das Nações Unidas (ONU) utilizou uma metodologia europeia baseada na comercialização.

Apesar do impasse quanto aos números, uma coisa o governo e os organizadores da pesquisa concordam: o mundo descarta o seu lixo eletrônico irregularmente. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que vai acontecer em junho de 2013 vai discutir o problema do descarte irregular, buscando alternativas para amenizar o problema.

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