segunda-feira, 9 de abril de 2012

Facebook anuncia a compra do Instagram


Zuckerberg publicou texto sobre a aquisição em seu perfil na rede social.
Segundo imprensa americana, Facebook vai pagar US$ 1 bi pelo Instagram.




Fotos populares do Instagram, o aplicativo para iPhone (Foto: Reprodução)Fotos populares do Instagram, aplicativo que aplica
filtros às imagens (Foto: Reprodução)
O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou nesta segunda-feira (9) em seu perfil na rede social a compra do Instagram, aplicativo gratuito que permite colocar filtros em fotos e compartilhá-las em sites. O brasileiro Mike Krieger é um dos cofundadores da empresa criada em 2010 cujo programa já teve mais de 30 milhões de downloads.
"Estou animado em compartilhar a notícia de que concordamos em adquirir o Instagram e que a sua talentosa equipe vai se juntar ao Facebook”, disse Zuckerberg. Em cerca de 1 hora, o post recebeu quase 75 mil "curtidas".
O executivo não revelou o valor da aquisição. Segundo a imprensa americana, o Facebook vai comprar o Instagram cerca de US$ 1 bilhão em dinheiro e ações.
Fotos pelo celular
"Por anos, temos focado na construção de uma melhor experiência para compartilhar fotos com seus amigos e familiares. Agora, seremos capazes de trabalhar ainda mais estreitamente com a equipe do Instagram para também oferecer as melhores experiências para compartilhar fotos de celulares com pessoas do seu interesse”, afirmou o CEO do Facebook.
Em seu comunicado, Zuckerberg deixou claro que o Facebook não planeja fazer outras aquisições como essa e que é a primeira vez que a rede social compra um produto e uma empresa com tantos usuários. "Fornecer a melhor experiência de compartilhamento de fotos é uma das razões pelas quais as pessoas amam o Facebook e sabíamos que valia a pena juntar as duas empresas”.
Outras redes sociais
O Instagram permite compartilhar fotos em diversas redes sociais, entre elas o Facebook e Twitter. Para Zuckerberg, essa possibilidade é a "parte importante da experiência". "Planejamos manter essas características de poder postar as fotos em outras redes sociais, assim como a capacidade de não compartilhar suas imagens do Instagram no Facebook, e a capacidade de ter seguidores e seguir as pessoas separadamente de seus amigos no Facebook”, disse o executivo.Kevin Systrom, presidente-executivo do Instagram, escreveu no blog da companhia que “é importante ficar claro que o Instagram não vai acabar". Segundo ele, sua equipe vai passar a trabalhar com o Facebook para desenvolver o Instagram e construir a rede. "Vamos continuar adicionando novas funcionalidades ao produto e encontrar novas formas de criar uma melhor experiência de fotos pelo celular”.
Na última semana, o Instagram lançou o aplicativo para celulares equipados com Android, sistema operacional do Google, que é um dos mais populares do mundo. Anteriormente, apenas usuários do iOS, dos aparelhos da Apple, podiam usar o aplicativo.
A empresa foi fundado por Systrom e Krieger. O brasileiro passou a maior parte de sua vida em São Paulo e se mudou para os Estados Unidos em 2004, para estudar na Universidade de Stanford. Krieger chegou a trabalhar no Meebo, empresa relacionada a mensageiros instantâneos, antes de ser convidado por Systrom a se juntar ao Instagram.
Systrom também foi estagiário na Odeo, empresa que se tornaria o Twitter. O atual CEO do Instagram também passou alguns anos trabalhando no Google, com produtos como o Gmail.
O primeiro produto criado pela dupla foi o Burbn, mas o aplicativo sofreu profundas mudanças e se tornou o Instagram. De acordo com a CrunchBase, banco de dados que junta informações sobre startups, o aplicativo já recebeu rodadas de investimento que somam US$ 47,5 milhões.
Números do Facebook e do Android
O Facebook é a maior rede social do mundo, com mais de 800 milhões de usuários, e tem estreia prevista na bolsa de valores dos EUA prevista para maio. No dia 1º de fevereiro, o Facebook apresentou seus documentos aos órgãos regulatórios para fazer uma oferta inicial de ações (o chamado IPO) em que espera arrecadar US$ 5 bilhões. A expectativa do mercado é que o IPO seja o maior para uma empresa de internet, superando o de quase US$ 2 bilhões do Google, feita em agosto de 2004.
Depois de chegar ao Android, o Instagram já teria ultrapassado a marca de 30 milhões de downloads. A passagem dos 27 milhões foi anunciada em 11 de março passado e, menos de um mês depois, ele chegou ao sistema do Google e, no primeiro dia, o aplicativo para Android teria tido mais de 1 milhão de downloads
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terça-feira, 3 de abril de 2012

Veja como testar um desktop na loja

Você está procurando um novo PC Desktop, encontrou três modelos que lhe agradam mas não sabe qual escolher? Faça estes testes rápidos ainda na loja para encontrar o melhor

Imagine o cenário: você precisa de um novo PC Desktop, visita algumas lojas e encontra três modelos que lhe agradam, mas não sabe qual deles escolher. Nessa hora os testes simples abaixo, que podem ser feitos na própria loja, podem ajudá-lo a se decidir.

Note que eles fornecem apenas parte da informação de que você precisa para se decidir pela compra. Obviamente há características como o preço, design e confiança na marca, que você também tem de levar em conta e que não cobrimos aqui. Encare nossas dicas como um “critério de desempate”.

O número de testes que você poderá realizar varia de loja para loja. Em algumas você irá encontrar máquinas funcionando e prontas para o uso (e teste), enquanto em outras verá máquinas “trancadas” (protegidas com senha, ou atrás de um painel de acrílico) ou sequer ligadas.

Nosso conselho? Compre nas lojas que permitem que você experimente o produto. E evite aquelas que insistem em manter nas mesas e prateleiras computadores sujos, com teclas faltando ou gabinetes rachados (acredite, já vimos isso!): se elas mal se preocupam em atrair o consumidor, imagine como é o pós-venda!

PCs “All-In-One” (AIO)

Eles são a nova tendência entre os desktops: máquinas onde todos os componentes (o gabinete, drive ótico, caixas de som) são montados atrás do monitor, em uma peça única. Como no popular iMac, da Apple. São práticos pois ocupam pouco espaço na mesa e são fáceis de montar, mas o problema é que é quase impossível trocar um componente que não seja satisfatório. Por isso atenção na hora da compra é essencial.

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Observe como a tela reage aos toques dos dedos

Se o All-In-One que lhe interessou tem uma tela sensível ao toque, teste-a navegando pelo sistema operacional. Veja se ela responde bem ao rolar uma página no navegador web, ou ao redimensionar uma foto com o tradicional gesto de pinça (você irá encontrar algumas clicando em Iniciar / Imagens). Telas que demoram para acompanhar o movimento dos dedos, ou aquelas onde você precisa “apertar com força” para que ela reconheça o toque, são um mal sinal.

Teste também os alto-falantes tocando algumas das amostras de música inclusas com o Windows 7 (em Iniciar / Música), e veja se você gosta do som.

Meça o tempo de boot

Usando um cronômetro no seu relógio ou smartphone, meça o tempo que a máquina leva entre você apertar o botão de força para ligá-la e o desktop do Windows surgir na tela. Quanto menor, melhor. Demora no boot pode significar um disco rígido lento ou pouca memória, e isso irá se traduzir em mais tempo na hora de abrir aplicativos (veja o item 5), o que acaba causando irritação e frustração no dia-a-dia.

Ruído da máquina

Um PC barulhento é irritante, especialmente quando você está inspirado e trabalhando na calada da noite. Para ver o quão barulhenta é a máquina, encoste seu ouvido na lateral do gabinete e fique de olho em sons que pareçam altos demais. Se possível ouça também o ruído do ventilador traseiro.

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Preste atenção ao nível de ruído. Se a máquina parece um 747 decolando, fuja!

A loja provavelmente será um lugar ruidoso, então esse é um teste difícil de fazer. Uma dica é observar se a máquina que lhe interessa é mais barulhenta que as que estão ao redor. Se quando ligada ela soa como um avião a jato prestes a decolar, isso é um mal sinal.

Desempenho em jogos

Se você quer um novo PC para jogar, a primeira coisa é se certificar que ele tem uma GPU da AMD (Linha Radeon) ou NVidia (GeForce). Não importa quantos núcleos o processador tem, quantos GB de RAM ou quantos TB de espaço no HD, uma máquina sem GPU (ou com “gráficos integrados” como a linha Intel HD Graphics) não é uma máquina para jogos, a não ser alguns títulos antigos ou extremamente casuais.

Se o PC estiver conectado à internet visite os sites da AMD (no caso de uma máquina com GPU Radeon) ou da Nvidia (no caso de GPUs GeForce) e rode os testes de desempenho encontrados lá. No site da AMD você diz qual jogo quer rodar e a ferramenta lhe diz se a máquina é ou não o suficiente e qual é o “ponto fraco”. Já o site da Nvidia verifica se o PC é capaz de rodar Mass Effect 3, um jogo recente e bastante exigente em termos gráficos. Se ele passar no teste, será bom o suficiente para a maioria dos outros jogos.

Desempenho dos componentes

O Windows 7 Home Premium tem uma ferramenta chamada Windows Experience Index, que analisa componentes como o processador, HD, memória e placa de vídeo e atribui a cada um deles uma nota de desempenho, que se reflete na nota final do PC.

Para acessá-la clique em Iniciar, digite experiência na caixa de busca e clique no item Verificar o Índice de Experiência do Windows nos resultados. Se você tem dois PCs similares, comparar o Índice de Experiência pode ser uma forma de identificar os pontos fortes e fracos de cada um. Isso vale tanto para desktops quanto para notebooks.

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O Índice de Experiência do Windows ajuda a apontar os componentes mais fracos da máquina

Observe que a nota geral da máquina reflete a nota do componente mais fraco, já que ele será um “gargalo” no desempenho. Ou seja, um PC com processador Core i7, 6 GB de RAM e 1 TB de espaço em disco, mas sem GPU, pode ter uma nota menor que um Core i5 com 4 GB de RAM, 500 GB de HD e uma GPU Radeon HD 6750M, já que terá pontuação menor no quesito “Desempenho de gráficos comerciais 3D e de jogos”.

Reprodução de vídeo

Abra um dos arquivos de vídeo inclusos com o Windows 7: clique em Iniciar / Documentos e, na janela que abre clique no item Vídeos, sob “Bibliotecas” no menu no lado esquerdo. Na pasta “Amostras de Vídeos” você deve encontrar um ou mais clipes em alta-definição, como o “Vida selvagem”. Dê dois clique para abrí-lo, e quando ele começar a tocar clique com o botão direito do mouse sobre a imagem e selecione a opção Tela Inteira no menu (ou tecle Alt+Enter).

Observe se a imagem está “pixelada” (quadriculada) ou se o vídeo engasga. Ambos são sinal de que o PC não está dando conta da tarefa, e pode te deixar na mão na hora em que você quiser assistir um filme ou clipe na internet.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Linguagem de programação do Google, Go, ganha primeira versão estável

"Quem desenvolver programas com a Go pode ter a certeza de que eles funcionarão em muitas plataformas e por muitos anos", promete a gigante.

A Google anunciou o lançamento da primeira versão estável de sua linguagem de programação, que recebeu o nome de “Go”. Ela funciona para Windows, OS X, Linux e FreeBSD, e uma base inicial de suporte para projetos e aplicações também foi criada.

O objetivo, segundo a seção de perguntas frequentes no portal, é oferecer um ecossistema de desenvolvimento que permita rápidas compilações sem, no entanto, abrir mão de facilidade de uso. A companhia de Mountain View diz já estar utilizando a Go em uma série de projetos internos, o que inclui o servidor que hospeda o site da linguagem.

“O prioridade para a Go é a estabilidade. Pessoas que desenvolverem programas com ela podem ter a certeza de que eles funcionarão em muitas plataformas e por muitos anos sem sofrer quaisquer mudanças”, afirmou Andrew Gerrand, engenheiro da gigante. “Mesmo os autores que escreverem livros sobre a linguagem não precisam se preocupar, pois as explicações e os exemplos ajudarão os leitores por um longo tempo.”

Leia mais: Linguagens de programação do Google despencam e Apple ganha espaço

Gerrand ressaltou que o primeiro modelo não chega a ser um grande lançamento, já que há bastante tempo a linguagem vem sendo construída. Ele, no entanto, serve como uma estrutura para a forma como é utilizado no presente e como um ponto de partida para o futuro. Ainda assim, algumas alterações em relação à versão anterior foram providenciadas, como novos pacotes para a biblioteca e alguns truques para a organização de itens.

A Go é completamente compatível com o Google App Engine SDK, que foi relançada de forma a tirar vantagem dos recursos da nova linguagem. Segundo reportagem do portal The Inquirer, a Google quer transpor linguagens complexas como Python e Ruby em algo bem mais simples, o que ajudaria na evolução de seu App Engine.

(Jon Gold)