segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Como o “boot seguro” do Windows 8 irá afetar o Linux?

Desde a descoberta de que o mecanismo de boot seguro (Secure Boot) do Windows 8 poderia causar dificuldades para os usuários do Linux especula-se qual é a natureza exata delas. Será que os usuários do Linux serão simplesmente incapazes de rodar o sistema em PCs com o Windows 8? Será possível desabilitar o recurso nas configurações da UEFI (Unified Extensible Firmware Interface, que substituirá a BIOS atual) e eliminar o problema?

Estas e outras perguntas relacionadas foram feitas repetidamente na internet na última semana, e as respostas não são claras. Tanto que a Linux Australia anunciou que considera protestar junto à Australian Competition and Consumer Comission (ACC), alegando que o comportamento da Microsoft é anti-competitivo.

Provavelmente irá demorar algum tempo até que possamos saber exatamente como as coisas irão se desenrolar, já que o Windows 8 ainda é um pontinho no horizonte. Mas até o momento, parece que “PCs certificados para o Windows 8 irão tornar mais difícil ou impossível a instalação de sistemas operacionais alternativos”, diz Matthew Garrett, programador da Red Hat, uma das principais desenvolvedoras do Linux no mundo.

Claro que há uma grande diferença entre “difícil” e “impossível”. Quer saber em que pé está esta discussão? Veja a seguir o que sabemos até agora:

1. Habilitado por padrão

O programa de certificação da Microsoft irá exigir que todo PC “certificado para o Windows 8” tenha o Secure Boot habilitado por padrão, de acordo com um post publicado por Steven Sinofsky, presidente da divisão Windows da Microsoft, no blog “Building Windows 8”.

E para impedir que malware desabilite o sistema de segurança, a certificação também exige que o firmware não permita o controle “a nível de software” do Secure Boot, além de estipular que os fabricantes (OEMs) impeçam tentativas não autorizadas de modificar o firmware de forma que isso possa "comprometer a integridade do sistema”.

2. UEFI

No coração da estratégia da Microsoft está o protocolo de boot seguro da UEFI, uma alternativa à BIOS que permite que “uma ou mais chaves sejam instaladas no firmware de um sistema”, explicou Garrett. “Uma vez habilitado, o Secure Boot impede que executáveis ou drivers sejam carregados, a não ser que tenham sido assinados com uma destas chaves”.

O problema para as distribuições Linux é que elas provavelmente não terão, por padrão, uma assinatura. O que significa que não serão capazes de rodar em uma máquina certificada para o Windows 8. Além disso “a certificação para o Windows 8 não exige que o PC seja entregue com nenhuma outra chave além das da Microsoft. Um PC com Secure Boot habilitado por padrão e que tenha apenas as chaves da Microsoft só será capaz de rodar sistemas operacionais da Microsoft”.

O Linux atualmente não suporta o Secure Boot da UEFI, embora isso possa mudar à medida em que hardware equipado com este recurso se torne disponível. “Adiconar suporte a isto é provavelmente coisa de uma semana de trabalho, no máximo”, diz Garrett.

3. Desabilitando o Secure Boot

Pelo menos em teoria o UEFI pode ser modificado para desabilitar o Secure Boot, e o tablet com Windows 8 que a Microsoft demonstrou em sua conferência BUILD no início deste mês incluia esta possibilidade.

Entretanto “faça isso por sua própria conta e risco”, afirma Sinofsky. Mais significante é o fato de que seu post menciona que são os OEMs que decidirão como implementar estes recursos.

Qualquer que seja o método que os fabricantes escolham para desabilitar o Secure Boot, os usuários ainda terão escolhas, diz Sinofsky, como a opção de rodar um sistema operacional mais antigo se quiserem.

4. Depende dos fabricantes de hardware

A mensagem geral da Microsoft é uma tentativa de esclarecer a situação e reduzir as preocupações. Como disse Tony Mangefeste, Gerente de Programa da equipe de Ecossistema da Microsoft, “No final das contas, o consumidor ainda estará no controle de seu PC”. Mas na realidade, parece que caberá aos fabricantes decidir se permitirão ou não que os usuários desabilitem o Secure Boot.

De fato, não há uma exigência de que os fabricantes de PCs certificados dêem aos usuários esta possibilidade, diz Garrett. E não é só isso: “Nós (da Red Hat) já fomos informados por fabricantes de que algumas máquinas não terão esta opção”.

O resultado final, escreve ele, é que “o usuário não tem garantia de que terá a habilidade de instalar chaves extras para poder carregar de forma segura o sistema operacional de sua preferência. O usuário final não tem garantia de que poderá desabilitar este recurso. O usuário final não tem a garantia de que seu sistema terá as chaves que seriam necessárias para trocar a placa de vídeo por um modelo de outro fabricante, ou trocar a placa de rede e ainda poder dar boot pela rede, ou instalar uma nova controladora SATA e fazê-la reconhecer o HD atual. O usuário final não está mais no controle de seu PC”.

5. As opções para o Linux.

Dado tudo isto, quais são as opções para os usuários do Linux? Mais uma vez, é importante lembrar que tudo isto ainda é algo preliminar, já que ainda irá demorar um pouco para o Windows 8 chegar às lojas.

Mas pelo que vimos até agora, não comprar um PC certificado para o Windows 8 é uma forma óbvia de evitar problemas em potencial, bem como simplesmente fazer um upgrade a partir do Windows 7 em regime de “dual boot” em uma máquina já existente. Montar seu próprio PC também é outra opção.

Assumindo que a Microsoft dê aos fabricantes de hardware a opção de desabilitar o Secure Boot, basta ter cuidado na hora da compra e se certificar de que o PC com Windows 8 que você está comprando inclui esta opção.

Versões “assinadas” do Linux não são prováveis, por causa de problemas de licenciamento com os gerenciadores de boot GRUB e GRUB2 e o fato de que as chaves do Linux teriam que ser incluídas nas máquinas de todos os fabricantes de PCs - o que é um pesadelo logístico.

Mas os fãs do Linux tendem a ser usuários bastante astutos. Se as coisas continuarem neste caminho, posso apostar que uma variedade de formas de contornar o Secure Boot irão surgir em breve

domingo, 2 de outubro de 2011

Oferta de internet popular começa neste sábado em 344 cidades

PNBL vai oferecer internet de 1 Mbps com assinatura mensal de R$ 35.
Governo prevê que 544 cidades serão atendidas até o fim de 2011.

O Ministério das Comunicações informou nesta sexta-feira (30) que a oferta da banda larga popular, com assinatura mensal máxima de R$ 35 e velocidade de 1 Mbps, começa neste sábado em 344 cidades do país.
Segundo o ministério, a expectativa é que, até o final do ano, o número de municípios atendidos pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) chegue a 544.
O acordo do PNBL foi fechado com as concessionárias de telefonia fixa no final de junho. Depois, TIM e Claro, empresas de telefonia móvel, anunciaram a adesão ao programa. O PNBL tem o objetivo de massificar o acesso à internet em todo o país até o final de 2014.

 

O limite de download (capacidade de baixar arquivos e de navegação na internet) dentro dos planos previstos no PNBL vai aumentar gradativamente.
No caso da Telefonica, o limite de download da conexão fixa vai começar em 300 MB, depois passa a 600 MB até chegar a 1 GB (gigabite) na metade de 2013. Na conexão móvel, essa evolução vai ser de 150 MB, 300 MB e 500 MB.
Já os pacotes da Oi prevêem, para a banda larga fixa, limite de 500 MB e, depois, 1 GB. Para a móvel, a variação vai ser de 150 MB, 200 MB e 300 MB.
Quando o assinante atingir esses limites, vai ter a opção de pagar um adicional para manter a velocidade da conexão. Caso contrário, a velocidade será reduzida, mas o serviço será mantido. O contrato não prevê, porém, a obrigatoriedade de as concessionárias manterem uma velocidade mínima.
O acordo autoriza ainda as concessionárias a oferecer combos (banda larga mais telefone fixo). O pacote vai custar aos clientes entre R$ 65 (Telefonica) e R$ 69,90 (Oi).
De acordo com o Ministério das Comunicações, a lista completa dos municípios com oferta de banda larga popular será divulgada na próxima semana.

Mudança no Facebook vai 'prender' usuários, dizem especialistas

O Facebook começou nesta sexta-feira a revelar mudanças significativas em seu site, uma decisão que, segundo observadores, não apenas vai alterar profundamente a interação de seus 800 milhões de usuários, mas também fará com que eles continuem retornando a essa rede social nas próximas décadas.

As mudanças chegam ao "coração" da experiência do usuário do Facebook, disse seu criador, Mark Zuckerberg, na conferência anual de programadores do site, em San Francisco, Califórnia.

A nova Timeline --uma linha do tempo que permite ao usuário apresentar um resumo de sua vida--, revelada na semana passada por Zuckerberg, também deverá surpreender os usuários, que reagiram nos últimos anos a mudanças ou ajustes menores no site.

Reprodução

A Timeline, novo recurso do Facebook

A Timeline, novo recurso do Facebook

Rick Marini, presidente da BranchOut, rede social profissional para o Facebook, que assegura ter milhões de usuários, elogiou na conferência a forma como o site conseguiu construir um modelo duradouro.

"Se a Timeline se tornar uma parte importante das suas vidas, seu diário, o Facebook talvez tenha prendido os usuários pelos próximos 20 anos", disse Marini na última quarta-feira. "Se é no Facebook que tudo acontece --todas as suas fotos, os seus vídeos, tudo o que você já fez--, você nunca vai abandoná-lo."

Segundo Zuckerberg, o principal objetivo de sua equipe "é criar um lugar em que o usuário se sinta em casa", o que levou o analista da Forrester, Sean Corcoran, a sugerir que o Facebook "está se posicionando não apenas como o seu gráfico social on-line, mas também como a sua vida on-line".

Pete Cashmore, fundador do influente blog tecnológico Mashable, antecipou nesta semana a resposta que se esperava dos usuários, em um artigo para o site CNN.comcom o título "Você terá um ataque quando vir o novo Facebook".

A princípio, explicou Cashmore, os milhões de usuários que acessam o site diariamente ficarão irritados. Mas quando virem sua vida descrita em uma única e organizada página, perceberão que o Facebook "criou algo tão notável que você nem reconheceu à primeira vista: uma rede social significativa", apostou.

Os observadores veem um claro desafio ao Google, onipresente gigante das buscas na internet, uma vez que Zuckerberg explicou que o site que lançou de dentro de seu dormitório na Universidade Harvard em 2004 busca ser o centro de convergência da internet.

A Timeline que os usuários verão a partir de hoje, e que será ampliada nas próximas semanas, mostra que o gigante das redes sociais salvou tudo o que o usuário já publicou no site. Ao resumir a vida da pessoa por meio de fotos, vídeos, comentários e conteúdos específicos, o Facebook registra tudo desde o princípio: a linha do tempo de cada usuário começa com o seu nascimento.

A nova função pode ser configurada pelo usuário, para alterar seu nível de segurança ou hierarquizar as informações publicadas. Até agora, em seu perfil, os usuários se apresentavam brevemente, e eram publicadas as suas atividades mais recentes no site.

"A Timeline é a história da sua vida", anunciou Zuckerberg na semana passada, durante a conferência em San Francisco.