sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Entenda as diferenças entre 3G e 4G

Novas tecnologias de redes celulares estão chegando às operadoras americanas e não devem demorar a aparecer no Brasil.

Aparelhos Android são os desbravadores das redes 4G

Fonte das imagens: Divulgação: AT&T (esq.), Verizon (centro e dir.)

A nova geração das redes de conectividade móvel já está disponível em algumas das principais operadoras de celular americanas. Sprint, T-Mobile e Verizon comercializam planos com diferentes tecnologias e características, mas o foco ainda não é em celulares e sim em modems USB.

Porém, como toda tecnologia recente, é importante entender quais são as reais vantagens e desvantagens em relação ao sistema vigente, e este artigo vai ajudar você, leitor do Baixaki, a escolher melhor seu sistema assim que o 4G chegue ao Brasil. Estar bem informado de antemão, afinal, é uma das receitas para economizar.

O que é 4G?

A alcunha da quarta geração de tecnologia celular – falando de forma estrita – só existe comercialmente. O “4G” utilizado pelas operadoras americanas é, na verdade, um nome para agrupar as tecnologias WiMAX (usado pela Sprint), LTE (já disponibilizado pela Verizon e, mais tarde, pela T-Mobile) e HSPA+ (T-Mobile e AT&T).

Operadoras americanas investem em tecnologia 4G

Essa ressalva é importante porque nenhuma das operadoras atendia aos pré-requisitos definidos pela “International Telecommunications Union” (ITU – União Internacional de Telecomunicações) da ONU. Graças à confusão gerada pelo uso da nomenclatura 4G, a ITU se viu obrigada a relaxar as exigências e, atualmente, essas redes já cumprem o mínimo necessário.

Requerimentos básicos

Inicialmente, para uma operadora poder anunciar que dispõe de uma rede 4G, é necessário que equipamentos usando o sistema atinjam  velocidades de conexão entre 100 Mbps (em alta mobilidade) e 1 Gbps (em curto alcance da antena).

Após o relaxamento das exigências da ITU – uma vez que nenhuma operadora que vendia redes “4G” atendia esse requisito – o mínimo de velocidade aceitável no padrão é de 1 Mbps, com o máximo já obtido em torno dos 200 Mbps. Em média, as operadoras anunciam velocidades em torno de 5 Mbps como o esperado de suas redes 4G.

Comparando com o 3G

Em termos de velocidade o padrão 4G, após a diminuição de requisitos pela ITU, não se diferencia do 3G já utilizado em velocidades mínimas. Ambos atingem 1 Mbps, sendo que dificilmente o 3G ultrapassa a marca dos 2 Mbps.

Analisando os números, então, pode-se concluir que mesmo após o rebaixamento da expectativa de velocidade, as redes 4G podem chegar a ser de 4 a 100 vezes mais rápidas que o sistema atualmente em uso.

Um nome, muitas tecnologias

LTE, WiMAX (WiBro) e HSPA+

Como mencionado anteriormente, cada operadora americana anuncia um sistema diferente como 4G. Apesar do desempenho relativamente próximo e do compartilhamento de algumas características, cada uma dessas redes conta com diferenças significativas.

LTE (Verizon)

O “Long Term Evolution” (Evolução de longo período) em teoria atinge até 100 Mbps de download e 50 Mbps de upload e é a tecnologia que, provavelmente, terá maior avanço sem necessidade de grandes investimentos. Espera-se que a versão avançada do LTE atinja os requisitos originais do padrão 4G, com downloads a 1 Gbps.

Testes recentes do LTE-Advanced realizados na Coreia do Sul conseguiram taxas altíssimas de transmissão, na faixa dos 600 Mbps. Imagine que o teste consistia em transmitir um filme em 3D HD para uma tela instalada em um ônibus. O lado ruim disso é que a tecnologia só chega ao público coreano em 2014, e para o resto do mundo algum tempo depois disso.

Teste do LTE-Advanced na Coreia do Sul

Fonte da imagem: Telecoms Korea

Outro detalhe interessante sobre a tecnologia LTE é que o sistema é o primeiro a não diferenciar voz de dados, realizando todas as chamadas em VoIP. Além da Verizon, e do futuro serviço da AT&T, as cidades de Oslo e Estocolmo – ambas em países escandinavos – também contam com redes LTE.

WiMAX (Sprint)

Já utilizado na Coreia do Sul com o nome de WiBro e em países como Rússia, Bielorrússia e Nicarágua sob a chancela WiMAX, o sistema oferece picos de transferência de 128 Mbps para download e 56 Mbps para envio de dados.

HSPA+ (T-Mobile)

Apesar de ser apenas um refinamento do padrão HSPA utilizado nas redes 3G, o padrão é comercializado pela T-Mobile como 4G. Em termos de velocidade, o HSPA+ oferece até 56 Mbps de download e 22 Mbps para upload.

A parte ruim

Apesar de ainda não atingirem velocidades extremas como inicialmente previsto para o padrão 4G, as redes de alta velocidade que recebem este selo já são versões portáteis das conexões de banda larga domésticas.

Em especial quando se compara com o padrão 3G vigente, entretanto, as redes 4G também apresentam problemas sérios. Como não é possível saber – ainda – todos os pontos negativos das novas tecnologias, o Baixaki conta agora aqueles pontos principais que certamente influenciarão nas vendas e na aceitação do 4G.

Na tomada

Conexão 4G drena a bateria de um smartphone muito rapidamente

O consumo de bateria é um dos mais graves problemas dos aparelhos 4G. Assim como os smartphones 3G não aguentam dias longe da tomada como aparelhos de tecnologia mais antiga, a nova safra de aparelhos tende a durar ainda menos na bateria.

Enquanto aparelhos atuais conseguem – com uso moderado – passar até dois dias sem recarregar, se os celulares 4G usassem baterias da mesma capacidade, a duração de cada carga dificilmente ultrapassaria as 6 horas de utilização.

No bolso

A menor duração da bateria de um smartphones 4G exigiu dos fabricantes solução não muito elegantes. A maneira mais simples para resolver o ciclo de carga dos aparelhos foi aumentar a quantidade de células na bateria, dessa forma esticando o tempo de funcionamento.

Aparelhos 4G são mais pesados do que smartphones 3G

Fonte da imagem: Divulgação / Samsung

Porém, mais células significam mais espaço e mais componentes e, portanto, mais peso. Os aparelhos 4G disponíveis atualmente são menos confortáveis do que celulares 3G justamente por causa deste aumento de peso.

Em casa

Outra limitação crítica das redes 4G não é culpa da tecnologia em si, mas da maneira como ela está sendo aplicada pelas operadoras. Quase todas as empresas estão ocupando bandas de frequência muito alta (2500 MHz ou mais) com os dados 4G.

Isso significa que as ondas que transportam os muitos bits do padrão não conseguem penetrar de maneira eficiente em concreto, tijolos e outros obstáculos. Em resumo, para que o sinal do seu aparelho seja útil em casa, as operadoras devem investir muito mais na instalação de antenas.

Na carteira

Novas tecnologias sempre são mais caras. Desconsiderando promoções e subsídios de operadoras, o preço dos aparelhos 4G tende a ser bem maior do que os praticados para telefones 3G. Isso se deve, principalmente, à necessidade de instalação de antenas e outras peças de infraestrutura para resolver o problema de funcionamento da rede mencionado no tópico anterior.

Pagar para ver

Com todas as suas qualidades e defeitos, a tecnologia 4G é certamente o futuro da conexão móvel. Mais cedo ou mais tarde, os problemas mencionados neste artigo serão resolvidos – ou contornados – e inevitavelmente todos precisarão migrar do 3G.

Streaming de vídeo é apenas uma das atividades que será facilitada pelo 4G

Fonte da iamgem: Divulgação / HTC

Assim como aconteceu com a passagem dos celulares analógicos para os digitais e com a adoção dos chips GSM, o 4G também será utilizado por todos. A nós, usuários, resta apenas esperar e torcer para que, quando as velocidades extremas das redes 4G chegarem aqui no Brasil, os problemas existentes hoje já estejam superados.

Leia mais no Baixaki: http://www.baixaki.com.br/tecnologia/8081-entenda-as-diferencas-entre-3g-e-4g.htm#ixzz1CLr1cxA6

Lançamento em 2012: vazam screenshots do Windows 8!

Funcionários da Microsoft deixam escapar screenshot da nova versão do Windows, levantando centenas de especulações.

Na semana passada, você conferiu aqui no Baixaki, uma série de rumores que apontavam o lançamento do Windows 8 apenas para o ano de 2013. Por diversas vezes nos últimos meses, novos boatos surgem, sendo que o lançamento já foi apontado para diferentes datas nos próximos três anos. Ainda no final de 210, outras imagens haviam sido publicadas na rede, entretanto, logo foram desmascaradas.

Mas desta vez o rumor parece ter forças: algumas screenshots vazaram esta semana, revelando o que pode vir a ser o novo sistema operacional da gigante dos softwares. Mesmo não mostrando muito sobre o funcionamento da nova versão, é possível ver que o sistema deve ser lançado em 2012.

Fonte da imagem: Reprodução/IntoWindows

Esta informação, somada ao post oficial publicado pela Microsoft em outubro do ano passado, trazem a certeza de que o Windows 8 está mais próximo do que muitos esperavam.  A última informação oficial da Microsoft era de que o novo sistema operacional deveria surgir em até três anos depois do lançamento do Windows 7. Porém, com as screenshots que vazaram esta semana, já se pode ter quase certeza de que o produto chegará ao mercado em meados de 2012.

Fonte da imagem: Reprodução/IntoWindows

Rumores indicam que o sistema já teria passado da primeira fase de testes. Antes de ser lançado, o Windows 8 deve passar por mais duas extensas etapas de testes, que devem ocorrer ainda em 2011. Isso acabou decepcionando  alguns usuários que esperavam ver uma versão Beta ainda este ano.

Leia mais no Baixaki: http://www.baixaki.com.br/tecnologia/8086-lancamento-em-2012-vazam-screenshots-do-windows-8-.htm#ixzz1CLq3KmFU

Como cuidar de sua câmera digital

Ganhou uma nova câmera? Siga nossas dicas para tirar o máximo de seus recursos e mantê-la funcionando por muito mais tempo

Você ganhou uma nova câmera no Natal? Eu ganhei, e estou bastante animado com a Nikon D7000 que encontrei embaixo da árvore. Se você teve a mesma sorte, aqui estão algumas coisas que você pode fazer para tirar o máximo de seu novo “brinquedo”, não importa o modelo.

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» Entenda a linguagem da fotografia

Leia o manual

Deveria ser óbvio, mas são poucas as pessoas que lêem o manual do usuário que vem junto com a câmera. Não há nada errado em experimentar e descobrir os recursos por conta própria, mas eu aconselho fortemente que você encontre um tempo para ler o manual ainda no primeiro mês com ela. Mas há uma forma “certa” de fazer isso.

Minha recomendação é que você arrange uma tarde livre de compromissos ou distrações e se sente em uma poltrona confortável com uma xícara de chocolate quente, sua câmera, uma caneta e o manual. Comece a folheá-lo: você não precisa ler atentamente todas as páginas, ou vai acabar dormindo.

A cada seção, identifique sobre o que ela se trata e se pergunte se você sabe ou não usar esta função. Se sabe, pule para a próxima seção. Se não sabe, leia com atenção e imediatamente pegue a câmera para testar o que acabou de aprender. Se fizer isso você irá compreender melhor as informações, e se lembrará delas mais facilmente quando precisar.

Quando encontrar um recurso que você não sabe como usar, faça anotações na contracapa do manual. Está será sua “cola”, para que você não tenha que folhear o manual inteiro para se lembrar de como formatar o cartão de memória ou mudar o padrão de medição de luz. Você também pode anotar idéias sobre como ou quando usar um recurso interessante mas obscuro, como a “compensação do flash”. E aproveite o chocolate.

Troque as lentes

Se você é o feliz proprietário de uma nova câmera D-SLR, sugiro que comece a pensar em aumentar sua coleçao de lentes. Um dos maiores benefícios de uma SLR é o sistema de lentes intercambiáveis que lhe permite modificar a distância focal de acordo com a cena a ser fotografada. Eu tenho três lentes: uma lente macro de 105mm para fotos da natureza em close, uma lente de uso geral de 18-200mm que levo para todo lugar e uma lente telephoto de 400mm para quando preciso fotografar objetos distantes.

Dê uma olhada na lente que veio com sua SLR, geralmente conhecida como “kit lens” (lente do kit - porque é parte do kit que inclui também o corpo da câmera): ela provavelmente não é uma lente ruim, mas também não é das melhores. Você pode expandir suas possibilidades no mundo da fotografia usando lentes mais rápidas. A abertura máxima de sua lente do kit é provavelmente algo entre f/3.5 e f/5.6, o que limita as possibilidades quando você quer fotografar dentro de casa ou em locais com pouca luz. Experimente uma lente f/2.

Arrange uma bolsa para transporte

Como cuidar da câmera? Pra começo de conversa, coloque ela em uma bolsa de transporte. Um modelo acolchoado e de tamanho adequado vai ajudá-lo a manter a câmera limpa e protegida. Ela também permite que você mantenha os vários acessórios (cartões de memória, baterias, carregador, cabo USB, lentes extras) em um único local fácil de encontrar. Outro benefício: com uma bolsa posso deixar que meus filhos carreguem todo meu equipamento sem medo de que eles o derrubem no caminho.

Mantenha-a limpa e seca

Se você tem uma bolsa de transporte, já está na metade do caminho para isso. Lembre-se que a vasta maioria das câmeras no mercado - mesmo que se pareçam com tanques de guerra - não foi feita para sobreviver à exposição a ambientes hostis. Elas definitivamente não são à prova d’água (com a exceção de alguns poucos modelos), então nem pense em tirar fotos dentro da piscina.

Atenção: a chuva conta como “água”! Não tente fotografar durante uma tempestade. Se quiser fotografar ao ar livre com tempo ruim, procure pelo menos uma capa de chuva para sua câmera: há vários modelos baratos à disposição na internet, procure por tempos como “digital camera rain cover” em sites especializados.

Não use ar comprimido

Sei que você quer manter sua câmera limpinha, mas resista à tentação de comprar uma lata de ar comprimido na loja mais próxima. Ele pode ser perigoso para as câmeras, especialmente se você não for muito cuidadoso. Por exemplo, se você chacoalhar a lata pode acabar espalhando propelente sobre a lente. Ar comprimido também pode forçar partículas de sujeira para dentro de partes que não são seladas, o que pode levar à contaminação do sensor. Meu conselho: arrange um bom pano para limpeza de lentes e um pincel, e deixe o ar comprimido na loja.

Desligue antes de mexer

Por fim, um conselho que você não ouve com frequência, mas que deve ser mantido em mente: desligue sua câmera antes de fazer qualquer coisa com ela. Isso inclui trocar lentes, cartões de memória e conectar ou desconectar cabos. Tudo deve ser feito com a câmera desligada.

Se sua câmera estiver ligada e tentando gravar dados no cartão de memória, por exemplo, removê-lo irá provavelmente arruinar o cartão e tudo o que estiver armazenado nele. Da mesma forma, trocar lentes com a câmera ligada aumenta as chances de atrair poeira para o sensor. É um cuidado simples porém importante, que ajudará sua câmera a durar mais tempo.