terça-feira, 14 de junho de 2011

O Facebook pode derrubar o Google?

Entenda como a rede social com maior número de usuários no planeta pode desbancar a gigante das buscas e conquistar uma hegemonia nunca vista na história da internet.

 

“A Google vai dominar o mundo”. Certamente, você já leu ou ouviu essa frase em algum lugar. A quantidade de serviços que a gigante das buscas oferece, a confiabilidade do seu principal produto e a posição confortável na liderança de muitos segmentos colocam a Google como uma das principais potências corporativas não só da internet, mas de todo o planeta.

Porém, o monopólio cada vez mais amplo da Google pode estar com os dias contados. A mais nova sombra da empresa de Larry Page e Sergey Brin atende pelo nome de Facebook, a poderosa rede social que, em 2011, pode atingir a expressiva marca de 1 bilhão de usuários, um sétimo da população do planeta Terra.

Embora os objetivos das empresas possam parecer distintos, o modelo de negócio adotado por ambas é o mesmo. Todas obtêm a maior parte de suas receitas graças à publicidade. E, um dos maiores triunfos das duas corporações é o fato de conseguirem direcionar, da forma mais eficiente possível, quem verá exatamente o que na internet.

Mas o que aconteceria se o Facebook decidisse incorporar o papel do Google? Será que a rede social de Mark Zuckerberg é capaz de ser mais eficiente para os usuários, apresentando resultados mais relevantes e precisos, sem que, para isso, seja preciso sair das páginas do Facebook? Ao que parece, o cenário não é tão improvável assim.

Mais um entra na briga

Relevância. Essa é a palavra-chave para determinar quem será ou não bem-sucedido na internet. E em se tratando de sites de buscas, ninguém havia conseguido ser mais eficiente do que o Google até então. Seu algoritmo de busca, aliado a uma série de padrões de indexação adotados pela maioria dos sites, fizeram com que a ferramenta se tornasse referência.

Entretanto, ocupar uma posição de destaque no Google está, aos poucos, deixando de ser a única forma de ganhar destaque. Serviços como o Twitter, por exemplo, ou a ferramenta “Curtir”, disponível no Facebook, podem tornar uma página muito mais relevante e acessada, ainda que ela não ocupe uma posição de destaque nas buscas.

 

Assim, com uma verdadeira avalanche de páginas tornando-se populares sem sequer passar pela busca do Google, o conceito de relevância ganha outro significado. Em vez de o algoritmo determinar o que deve ser listado por primeiro, o papel de ordenação e visibilidade de um tipo de conteúdo passa diretamente às mãos do usuário.

Para tentar conter o avanço das alternativas ao buscador, a Google decidiu implementar em seu principal serviço o “+1”, uma espécie de “Curtir” que impacta diretamente na relevância  dos resultados exibidos na busca. Assim, além do resultado tradicional listado pelo algoritmo, o usuário passar a ser um editor de conteúdo, já que os mais clicados são destacados nos resultados.

Diga-me com quem andas e te direi quem és

Se para um usuário anônimo é possível encontrar resultados bem próximos do que se espera numa pesquisa, imagine o quão eficiente pode ser um buscador que incorpore em seu algoritmo os gostos e as preferências de quase 1 bilhão de pessoas. Por enquanto, não há nenhuma confirmação que o Facebook entrará para valer na briga nesse terreno.

(Fonte da imagem: Facebook / Reprodução)

Entretanto, a possibilidade de explorar esse grande potencial da rede social estimula não só os especialistas do setor, como também muitos anunciantes. A lógica é simples. Para que você compreenda melhor o poder que uma nova ferramenta de busca que agregue os dados dos usuários pode ter, leve em consideração o seguinte exemplo.

Ao procurar no Google pelo filme “Flores Partidas”, repare nos anúncios que são exibidos na barra lateral. Embora estejamos falando de um filme, o termo “flores” acaba se sobressaindo e a maior parte dos resultados direciona o usuário para floriculturas. É pouco provável que quem está procurando por um filme decida comprar flores. Dessa forma, são menores as chances de venda do anunciante e maiores as possibilidades de você ficar frustrado com a sua busca.

Agora imagine que, além dessa busca, o sistema do Facebook possa cruzar dados pessoais seus e dos seus amigos. Se em seu perfil o cinema é uma atividade de destaque, possivelmente você tenha amigos que também se interessem bastante pelo assunto. Levando em conta isso, é muito mais provável que os resultados de anúncios direcionados exibam filmes em vez de flores como opção de compra. Ou seja, mais eficiência para quem pesquisa quanto para quem anuncia.

Duelo de gigantes: vitória dos usuários?

Com duas empresas gigantescas brigando palmo a palmo por atenção, os grandes beneficiados dessa disputa passam a ser os usuários. Em termos de pesquisa, contar com uma ferramenta ainda mais eficiente do que o Google pode parecer um sonho, mas de fato existe a possibilidade de ele ser realizado.

Entretanto, a maior eficiência nas buscas pode ter um preço alto, e que muitas pessoas talvez não estejam dispostas a pagar: falta de privacidade. Para que uma busca como essa seja possível, é necessário que os dados pessoais das contas dos usuários estejam  disponíveis para o cruzamento. Ainda que o processamento seja centralizado nos servidores do Facebook, cada vez mais você se torna uma vitrine para anunciantes e para outras pessoas.

Para quem argumenta que um sistema como esse é injusto, vale lembrar que a participação em uma rede social é opcional e, ao entrar nela, todos estão sujeitos às políticas de privacidade definidas pelo Facebook.

(Fonte da imagem: HTC)

Outro ponto interessante a ser debatido é a criação de uma nova “rivalidade” entre os usuários. Assim como temos as disputas da Apple contra a Microsoft e do Orkut contra o Facebook, é bem provável que a adoção de um sistema como esse possa criar uma terceira via, colocando em lados opostos Google e Facebook.

A briga pode sair dos limites da internet e ganhar também as lojas. Com seus sistemas operacionais, a Google cada vez mais pretende se fazer presente em desktops, notebooks e smartphones, todos vinculando o usuário a uma única conta de email que acaba se tornando peça-chave para acesso total e irrestrito a todos os seus serviços.

Em se tratando de produtos, o Facebook ainda dá os seus primeiros passos no mercado.  No início do ano a HTC apresentou dois modelos de smartphone que ficaram conhecidos como “o celular do Facebook”. Rodando Android 2.4, os modelos têm como principal diferencial integração total com a rede social e trazem a marca do Facebook estampada no produto.

O Facebook pode derrubar a Google?

Sim, a possibilidade é remota, mas existe. Entretanto, é pouco provável que uma empresa que detém 90% da fatia de mercado dos buscadores perca, da noite para o dia, sua posição confortável. Um bom exemplo é a guerra dos navegadores. Há alguns anos, o Internet Explorer liderava absoluto, com mais de 70% dos usuários.

Com a chegada de novos concorrentes, como o Mozilla Firefox e o Google Chrome, a participação do IE no mercado caiu, mas nem por isso ele deixou de ser líder ou perdeu a sua influência. Resta saber até que ponto a cutucada do Facebook pode incomodar a hegemonia da Google.

Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/10762-o-facebook-pode-derrubar-o-google-.htm#ixzz1PIw89Bmz

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Banda larga a R$ 35 começa no 2º semestre

Será oferecido um plano comum de 1Mbps

Será oferecido um plano comum de 1Mbps

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse hoje que a proposta do governo é oferecer no segundo semestre serviços de internet do PlanoNacional de Banda Larga (PNBL) a boa parte do País. O acesso que deverá ser oferecido, de acordo com ele, é do plano comum, com velocidade de 1 megabits por segundo (Mbps) ao preço de R$ 35. Segundo ele, a meta é que, até o fim do governo da presidente Dilma Rousseff, o acesso à banda larga do plano estatal chegue a todo o Brasil.
A proposta do governo é oferecer o serviço de banca larga a 40 milhões de domicílios até 2014. "Nossa ideia é ter, já no segundo semestre deste ano, a oferta em uma boa parte do País, de internet com 1 mega de velocidade", disse, ao participar de evento promovido pelo HSBC. "A proposta é até o fim do governo da presidente nós termos essa internet, que eu chamo de popular, em todo o Brasil."
O ministro ressaltou ainda o interesse em realizar investimentos públicos na construção da rede de fibras óticas. Ele destacou que o governo federal vai mudar o marco regulatório do setor de maneira a estimular o investimentoprivado.
Ontem, a Telebrás assinou o primeiro contrato com provedor de internet para a oferta de banda larga de 1 mega. O contrato foi assinado com a Sadnet, que deve comercializar o plano a R$ 35 a partir de julho. A Telebrás tem a meta de construir até a metade de junho os primeiros 337 quilômetros da rede de fibra ótica.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Ônibus de Salvador terão internet gratuita para passageiros

 

A tecnologia vem sendo testada desde setembro do ano passado na linha Plataforma – Pituba, da empresa Praia Grande


Já pensou em aproveitar o tempo parado no congestionamento para agilizar alguns trabalhos e conversar em tempo real sem nenhum custo? Um novo sistema, que já está sendo testado em Salvador, vai oferecer internet grátis para os passageiros e monitorar, em tempo real, a frota da empresa para garantir mais segurança aos usuários e a própria empresa.
O sistema está nos veículos do Grupo Evangelista (Gevan), que controla 35% da frota da capital baiana com as empresas Axé Transportes, Praia Grande, Joevanza, Boa Viagem e União. O serviço inédito foi desenvolvido pela empresa baiana Softwell Solutions com tecnologia IBM.
A tecnologia vem sendo testada desde setembro do ano passado, quando deu início aos primeiros testes em alguns ônibus da frota. Após testes realizados em umas das linhas (Plataforma – Pituba), da Praia Grande Transportes, a Gevan instalou wireless em todos os veículos da linha e, gradativamente, instalará em todas as que operam em Salvador.
Batizada de Techbus a tecnologia pode contribuir para tornar os transportes e as cidades mais inteligentes, com infraestruturas eficientes para atender às demandas das populações que crescem em ritmo cada vez mais acelerado.
Além de monitorar e disponibilizar internet, haverá um sistema de mídia indoor que oferece ao passageiro, em dois monitores com telas de LCD, exibição de informações, entretenimento e comércio. Isso funcionará como uma nova fonte de receita para a empresa.